Entrevista histórica e exclusiva volta a ser atual na rodada de debates de Outubro da Educação

Entrevista histórica e exclusiva volta a ser atual na rodada de debates de Outubro da Educação

outubro 20, 2019 0 Por editorsinprosasco

Na noite da quinta-feira, 17/10, a Câmara Municipal de São Paulo recebeu educadores para tratar com franqueza do estado da nossa Educação, na série Outubro da Educação promovida pelos mandatos do vereador Celso Giannazi e seu irmão, deputado estadual Carlos Giannazi.

Na abertura do seminário, Celso Napolitano, da Fepesp, lembra nosso patrono Paulo Freire e uma histórica entrevista concedida pelo educador ao Jornal dos Professores – que, mesmo tendo sido publicada em dezembro de 91, permanece atual e segue reproduzida abaixo. 

Boa leitura!

Em 1989, cinco mil professores foram ao Pacaembu ouvir o então recém-empossado Secretário Municipal de Educação, Paulo Freire, dizer uma frase que ficou famosa: “Não estou com vontade de falar”.

Mas nem sempre foi assim, como vocês poderão constatar.

Durante o encontro que produziu a entrevista exclusiva que publicamos a seguir, foi um Paulo Freire que tinha muito o que dizer, tranquilo e bem-humorado, que abriu o coração contando seu aprendizado de vida e algumas das circunstâncias que o levaram a ser o mais conhecido e polêmico educador brasileiro.

Autor traduzido para dezoito idiomas, criador de um método de alfabetização de adultos consagrado em países do Terceiro Mundo (divulgado até nos Estados Unidos) e dono de uma quinzena de títulos de doutor honoris-causa de algumas das universidades mais prestigiadas do mundo, ele exercita uma vontade enorme (absoluta, diria ele) de aprender e de enfrentar desafios.

Isso talvez explique o fato de, em 1989, diante do convite feito pela Prefeita Luiza Erundina, ele não ter hesitado um segundo em assumir a Secretaria de Educação da maior, mais rica e também a mais problemática cidade do País. “Eu seria lembrado como um homem que não aceitou a grande oportunidade de colocar as suas ideias em prática”, explicou na época.

Paulo Regis Neves Freire, um pernambucano de Recife, é uma lição de vida. Exilado, não guarda rancor dos seus algozes: “Eles não poderiam me deixar aqui, eu representava grande perigo”. Azar do Brasil e de toda uma geração de professores que só pôde ler Pedagogia do Oprimido em espanhol, por falta de edição em português, numa época em que a simples citação de seu nome nos jornais era proibida. Esta edição histórica do Jornal dos Professores, que comemora os 70 anos de Paulo Freire (nasceu em 19 de setembro de 1921, no bairro da Casa Amarela) foi idealizada em outubro do ano passado (1990), quando ele veio ao Sindicato para, como sindicalizado, votar nas eleições de renovação da diretoria e que, concretizada, transforma-se no presente de Natal do Sinpro para os professores de São Paulo.

Para conferir a entrevista pergunta a pergunta, clique aqui.

Fonte: Fepesp