Mec precisa ser resgatado do balcão de negócios

Mec precisa ser resgatado do balcão de negócios

junho 29, 2022 0 Por Diretoria

Com o MEC na condição de puxadinho do gabinete presidencial, a Educação foi escanteada.

da Agência Sindical
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Na quarta-feira dia 22 de junho o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara de Brasília, pediu a prisão preventiva do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, investigado por corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Para o professor Celso Napolitano, que preside a Federação dos Professores do Estado de SP (Fepesp), o MEC precisa ser resgatado da condição de balcão de negócios.

“Ao que parece, ele fez do gabinete verdadeiro balcão de negócios, com aval do presidente da República”, afirma. Segundo o dirigente, durante a pandemia, que mais precisava de atuação do Estado, ele não fez absolutamente nada. “Não se ouviu, durante esse tempo, uma só palavra desse cidadão ou qualquer ação do Ministério nesse sentido”, completa.

“É triste constatação que fazemos deste desgoverno. Numa crise, o Ministério da Educação, que tem verba carimbada, dinheiro em quantidades dentro das limitações do orçamento, com tamanha responsabilidade, ficar completamente omisso”, prossegue o presidente da Fepesp.

“Todos os índices estão abaixo do nível desejado. A pandemia diminuiu, mas não soubemos de nenhuma ação pra recuperar o tempo perdido. Triste fim. Além de inapto, inepto, inoperante, negacionista e imbecil, grande suspeita de ser ladrão”, critica o professor Celso Napolitano.

Ações – As entidades que representam os profissionais do ensino se unem por ações que zerem o déficit do ensino. “E pressionando os parlamentares pra que apoiem a CPI da Educação, pra que ela exista e levante o que aconteceu nesse período”, explica o dirigente.

Compromisso – “Pensamos em um evento sindical nacional, com várias entidades, pra definir um conjunto de ações. A ideia é trabalhar uma Pauta Educacional, que será apresentada aos candidatos a governos, pra que se comprometam com a Educação”, conclui Celso Napolitano.