02/07/2018

Em nosso dia a dia, no sindicato, recebemos diversas denúncias de professoras e professores sobre ameaças físicas, psicológicas, de atraso e ausência de pagamento de salários, benefícios, férias, etc. Ameaças que atingem a integridade física e psicológica das professoras e professores e atrasos, é claro, que mexem com o bolso desses trabalhadores!

Conquistamos recentemente, através de muita luta, a manutenção da nossa Convenção Coletiva de Trabalho por mais um ano. Todas as cláusulas foram mantidas até 28 de fevereiro de 2019. Garantimos, por exemplo, a bolsa de estudo para os filhos de professores, o recesso escolar de 30 dias no fim ano, a garantia semestral de salários, a homologação no sindicato, entre tantas outras conquistas. É para comemorar e fortalecer a categoria porque não devemos esquecer que o ano que vem nos aguarda e o enfrentamento será ainda maior.

Mesmo diante dessa vitória, nossas professoras e professores continuam sendo coagidos e seus direitos ainda são ameaçados. São vários colégios na região com atraso de pagamento de salários, de férias, ausência de depósito do FGTS. Isso nos faz lembrar a famosa frase “professor tem que trabalhar por amor, não por salário”.

Não há dúvida que nós, professores, colocamos muito amor no que fazemos, são muitas horas de dedicação entre preparos de aulas, correção de avaliações, formação contínua. Amor aqui não falta! Mas a parcela do carro, do financiamento habitacional, as contas de água, luz e telefone não aceitam amor como pagamento!

Escolas, façam o que é certo: paguem as suas professoras e os seus professores! Professoras e professores da rede privada de ensino, o pagamento das férias e o abono constitucional de 1/3 do salário devem ser realizados em até 48 horas antes do início das férias!

Professora, professor, identificou-se com o parágrafo acima? Sua escola está na mesma situação? Denuncie!

Não nos calamos, nem nos calaremos! Professora e professor, não se cale! Denuncie ao Sindicato!