17/01/2018

Mais uma vez a Estácio se mostra intransigente e se recusa a discutir um acordo para os mais de 100 professores demitidos da instituição. Em uma atitude de total descaso, a instituição ignorou às deliberações dos professores.

Na quarta-feira, dia 10, o SinproSP informou à Estácio o resultado da assembleia dos professores, realizada no mesmo dia. Os mantenedores então pediram um prazo de cinco dias – até segunda-feira, 15/01 – para responderem, mas não o fizeram. O Sindicato tentou contato com os patrões por diversas vezes, porém, sem sucesso.

Essa é mais uma demonstração do real caráter da Estácio, uma instituição que visa primordialmente o lucro, mesmo que às custas da qualidade da educação oferecida.

Professores de São Paulo querem extensão de acordo

Indignados após a Estácio rejeitar o acordo proposto pela Procuradora do Trabalho Alline Pedrosa Oishi Delena, os professores se reuniram no SinproSP em 10/01 e deliberaram por duas exigências: a extensão do acordo firmado entre a instituição e os demitidos no Rio de Janeiro e a homologação no SinproSP.

O acordo carioca prevê a manutenção do plano de saúde, sem custo para os professores por alguns meses, garante bolsa de estudo até o final do curso para professores e seus dependentes que já estejam devidamente matriculados e estipula uma indenização adicional que deve ser paga além das verbas rescisórias.

Homologações no Sindicato

Mesmo os professores tendo deliberado que as homologações devem ser realizadas no Sindicato, a Estácio está chamando os docentes para assinarem as recisões contratuais na própria escola.

O Sinpro teve acesso a uma dessas homologações e percebeu que todas as verbas rescisórias foram pagas bem abaixo do que era devido ao professor em questão. Por isso, reforçamos a importância da homologação ser feita no Sindicato.

 

Fonte: SINPRO-SP