28/09/2017

Os Sindicatos dos Professores de São Paulo, em congresso da Fepesp, aprovaram por unanimidade em 24 setembro moção de repúdio à instauração de inquérito policial contra a professora Sandra Petroncare patrocinado pelo presidente da FIEO, Luiz Fernando da Costa e Silva.

Mais uma vez a FIEO com atos tresloucados como este cimenta a inexorável destruição do que resta de sua reputação, o qual agora como no passado histórico considera a questão social um caso de polícia.

Este ato, lastimável por todos os aspectos, mostra o nível de desqualificação da atual gestão da Instituição. A devassidão profissional e ética que se vivencia na entidade, é o alicerce em que se fundamenta seu descalabro administrativo e educacional, caminho da destruição da própria Fundação.

Caracteriza-se também como mais um episódio de assédio do atual presidente da Fundação contra a professora. Hoje, assédio moral!

Não bastasse demitir por justa causa os professores grevistas – que reivindicavam simplesmente o pagamento de salários em atraso – loucura em boa hora negada pelo Tribunal Regional do Trabalho, ainda insistiram na demissão, sem justa causa sim, mas sem nenhuma intenção de pagar qualquer verba rescisória, incontroversa que seja, aumentando exponencialmente a dívida trabalhista da Instituição. Agora se valem de processo policial para intimidar a luta do professorado (e dos funcionários), daqueles demitidos e dos ainda na ativa que continuam com salários atrasados.

Reiteramos nossa confiança e apoio à professora Sandra Petroncare cuja postura ética e profissional, foi referendada pelo corpo discente da FIEO, ao elegê-la praticamente em todos os períodos em que ali lecionou como paraninfa de cursos em que lecionava.

O Brasil passa por momentos difíceis, particularmente para os trabalhadores e suas organizações. O que acontece com a professora Sandra Petroncare é só um exemplo de tudo que vem por aí. Por isso a solidariedade, a reação e o repúdio contra esta violência deve ser de todos que acreditam que com união ainda é possível barrar a sanha destrutiva contra os direitos da classe trabalhadora.