07/02/2018

Educação Básica

Na Educação Básica ficou assegurada a data base da categoria (01/03), com a manutenção de todas as cláusulas da atual Convenção Coletiva até o dia 28 de março, enquanto estivermos negociando. Essa é uma importante conquista para os professores e professoras da Educação Básica, já que nesse ano toda a convenção da categoria no setor deverá ser renovada.

Nesta terça-feira (06/02), foi iniciada a maratona de negociações da Campanha Salarial 2018 de professores, auxiliares e técnicos de ensino dos segmentos da Educação Básica e do Sesi/Senai. As duas reuniões, com os respectivos representantes patronais, aconteceram simultaneamente na Fepesp e no Sieesp (sindicato patronal) em São Paulo.

SESI/SENAI

Já no Sesi/Senai, os professores e professoras tem o conjunto de suas cláusulas sociais garantidas em acordo de dois anos, vigente até fevereiro de 2019. Na reunião de negociação desta terça, foi definido o calendário de negociações. Nas próximas terças-feiras as comissões discutirão cláusulas de ordem financeira que integram as convenções coletivas dos trabalhadores, como, por exemplo, os vales refeição e alimentação e o reajuste deste ano.

Garantir a sustentação financeira dos sindicatos

Reunidos em encontro ampliado de sua diretoria executiva, os sindicatos integrantes da Fepesp decidiram nesta terça-feira, 06/02, encaminhar ações para garantir a sustentação financeira dos sindicatos, ameaçada pela nova lei 13.467 – a ‘reforma’ trabalhista.

De acordo com Celso Napolitano, “a lei da reforma visa estrangular os sindicatos, enfraquecer a representação sindical de quem trabalha, e isso não podemos permitir. Segundo ele, “todos os mecanismos de contribuição sindical foram mantidos, mesmo na nova lei. Mas a contribuição, que era compulsória, agora é voluntária. Iremos consultar os professores e auxiliares em nossa base, para assegurar recursos importantes para a defesa de direitos duramente conquistados”, afirmou o presidente da Fepesp.

Ensino Superior

Para o Ensino Superior, o ponto principal da discussão foram os planos de saúde, já que outras reivindicações estão garantidas até 2019, devido ao acordo fechado no ano passado por dois anos.

Nesse ano estão garantidos: recesso, janelas, semestralidade de salários entre outros. Já itens econômicos, como o reajuste salarial, bolsas de estudo específicas e plano de saúde tiveram vigência de um ano e vencem agora no dia 28 de fevereiro.

Os planos de saúde são o ponto de grande divergência. O sindicato patronal alega que a alta dos custos de assistência médica pode inviabilizar os planos. Nossa convenção indica que você pague apenas uma taxa nominal (que possibilitaria aos professores a manutenção dos seus planos, mas arcando com os custos, em caso de desligamento da instituição). Precisamos estar preparados para discutir com franqueza essa questão.